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Mauro descarta rescindir contrato do BRT para evitar judicializações e mais atraso

Governador não quer mesma situação do VLT acontecendo com novo modal

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A chance da rescisão do contrato com o Consórcio BRT, mesmo com o atraso nas obras do novo Ônibus de Rápido Transporte (BRT), foi descartada pelo governador Mauro Mendes (União), nessa segunda-feira (3/6). O chefe do Executivo estadual pontuou que a decisão não seria a mais inteligente, já que poderia atrasar o prazo de conclusão, fazendo com que o processo recomeçasse todo novamente.

“Está atrasada sim. Nós já fizemos várias notificações para a empresa. Agora, senhores, uma rescisão contratual pode fazer com qualquer obra, ela possa perder aí um, dois anos, até mais tempo”, justificou o governador.

Ele ainda lembrou que outro problema seria uma judicialização do tema, fazendo com que o imbróglio se arrastasse ainda mais.

Mauro pontuou também que os ‘puxões de orelha’ que o governo tem dado no consórcio tem dado resultado, com os trabalhos ganhando maior celeridade.

“Nós vamos levando porque uma rescisão contratual pode impor um atraso ainda maior nessas obras. Ter um bom senso é fundamental nesse momento”, disse.

O BRT foi anunciado em dezembro de 2020 com a previsão de ser construído em até 24 meses. A obra de R$ 480 milhões deveria ter começado em agosto de 2021, mas apenas em março de 2022 é que o edital fora lançado, sendo homologado em abril do mesmo ano.

As obras começaram em dezembro de 2022 em Várzea Grande. A conclusão deverá ocorrer apenas no ano que vem, 5 anos após o anúncio.

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