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Margareth, sobre feminicídio: “Só vamos impedir quando mudarmos a consciência masculina”

A senadora, que é autora da lei que aumentou a pena para feminicídio para até 40 anos de reclusão, reconhece que a mudança penal, embora necessária, não resolve o problema na raiz

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A senadora Margareth Buzetti (PP) fez um duro alerta sobre a escalada da violência contra a mulher no País, afirmando que o Brasil está perdendo a guerra contra o feminicídio. Segundo ela, a impunidade, o machismo enraizado e a ausência de medidas estruturantes continuam alimentando um cenário de barbárie.

“Percentualmente, a gente tem um índice muito maior porque temos um estado gigante e com pouca população. Como impedir o crime dentro de casa? O cara pega uma faca de cozinha e mata”, destacou a parlamentar, referindo-se à realidade de Mato Grosso, que figura entre os estados com maiores taxas de feminicídio no país. “Nós só vamos impedir quando mudarmos a consciência masculina”, completou.

A senadora, que é autora da lei que aumentou a pena para feminicídio para até 40 anos de reclusão, reconhece que a mudança penal, embora necessária, não resolve o problema na raiz. Para ela, o que resta no momento é atuar com as ferramentas disponíveis, mas ainda assim, elas são limitadas.

“A ideia da pena maior é o que restou no momento fazer. Agora, se você falasse por exemplo em uma prisão perpétua, ele sabe o que é. Eu defendo a prisão perpétua, mas o que adianta defender se ela é inconstitucional?”, afirmou.

Questionada sobre a viabilidade de instituir penas mais duras, como a prisão perpétua, Buzetti foi categórica: “Não vejo espaço para isso, porque teria que convocar uma nova constituinte, um plebiscito… E como fazer isso nesse momento? A tendência é piorar”, disse.

Margareth também foi enfática ao classificar Mato Grosso como um estado machista, onde os padrões patriarcais ainda se sobrepõem ao direito básico das mulheres à vida. Para ela, sem mudar essa lógica, nenhuma legislação será suficiente para frear o número crescente de vítimas.

Para a senadora, a única saída possível é apostar em uma transformação profunda de valores e comportamentos, o que passa diretamente pela educação desde a infância.

“Precisamos de mudança cultural. Temos que trabalhar na educação das crianças desde que nascem. A mãe precisa ensinar seu filho homem que ele tem que respeitar as meninas, que a menina tem o mesmo direito que o menino. Que o menino não vai jogar bola enquanto ela lava a louça. É isso. Porque infelizmente, nós temos mães machistas”, concluiu.

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