O líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal’Bosco (União), confirmou que os deputados estaduais irão elaborar um substitutivo ao projeto encaminhado pelo governo que estabelece um teto de até R$ 200 mil para cada evento realizado no estado. Segundo ele, no entendimento de todos, o valor apresentado é bastante abaixo do ideal. Além disto, pontuou que alguns eventos, como Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, Cavalhada de Cáceres, entre outros, precisam ser diferenciados, por serem tradicionais em Mato Grosso.
“Já tramita desde o ano passado e achamos por bem não votar por conta do período eleitoral. Quem executa isso são os prefeitos, por isso nos reunimos com eles. É preciso um entendimento. Temos que saber diferenciar, por exemplo, Festival de Inverno de Chapada, não tem como executar neste valor”, explica.
Segundo o deputado, ainda está sendo discutido um valor ideal para o projeto, que será ainda incluído no substitutivo. “Hoje um cantor nacional custa uns R$ 400 mil ou R$ 500 mil. Vale lembrar também que o valor do recurso não é para contratação específica do show. Tem custo de tenda, banheiro químico, som, espaço, vários fatores que estão incluídos no evento”, exemplificou.
Dilmar disse já ter tratado do assunto com o governador Mauro Mendes (União) e ficou de levar a proposta de substitutivo que será apresentada. “Não podemos tirar o direito de uma cidade menor ter um evento nacional. Muitas vezes a cidade fica na espera deste show o ano todo. O Festival de Inverno de Chapada custou R$ 4,5 milhões para 30 dias de festa. Por isso tem que haver uma diferenciação”.
O deputado ainda lembrou que Mato Grosso é um estado continental, o que acaba incidindo no preço dos shows.
O projeto encaminhado pelo governo estabelece um teto de até R$ 200 mil para cada evento realizado, o que não agradou prefeitos e trabalhadores do setor.


















