O ex-governador e pré-candidato a deputado estadual nas eleições de outubro, Júlio Campos (União), não acredita nas conversas que colocam como favas contadas a eleição para o governo do Estado, que estaria definida a favor do atual do governador Mauro Mendes (União), caso ele vá à reeleição. Para ele, tudo isso é “conversa criada” e o que deve ser feito é trabalhar fortemente para convencer o eleitorado que a continuidade do atual governo é o melhor caminho.
“Não acredito, não existe isto, é conversa criada. Não existe vitória por WO e até agosto vai ter dois, três, quatro candidatos. É natural e é bom para a democracia. Candidatura única é muito ruim para o processo democrático”, afirmou Júlio, em conversa com jornalistas durante a inauguração da sede do União Brasil, em Cuiabá, na noite de segunda-feira (30.05).
Para dar força ao seu argumento, Júlio Campos contou um fato que ocorreu em uma eleição no município de Nossa Senhora do Livramento.
“No município de Livramento fizemos uma vez um amplo acordo político, lançamos determinado candidato. E o que aconteceu? A população votou maciçamente branco e nulo. O candidato foi eleito porque foi uma meia decisão, meia boca, a Justiça Eleitoral reconhecendo, ele teve menos de 40 por cento dos votos. Então, eu acho que não vai haver isso em Mato Grosso. Vai ter que ter disputa e é necessário que os partidos estejam preparados para disputar com quem quer que seja”, recomendou um dos políticos mais experientes de Mato Grosso, que já foi prefeito de Várzea Grande, deputado federal, governador, senador e conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MT).
Durante a conversa com a imprensa, Júlio Campos disse que, com a inauguração da nova sede do União Brasil, no Bairro Duque de Caxias, o partido vai crescer e se fortalecer para conquistar pelo menos quatro cadeiras na Assembleia e ainda eleger dois deputados federais, além de reeleger o governador.
Quando a escolha do companheiro de Mauro Mendes na chapa como vice, Júlio avalia que Otaviano Pivetta, atual vice-governador, é o candidato natural.
“Se o vice aceitar o convite, ele é o candidato natural, não há outra perspectiva a curto prazo até porque ele fez um bom trabalho. Caso ele não queria continuar, aí não teria outra opção que seria reunir o partido e escolher um novo vice. Tem que ter diálogo com partidos coligados e, se depender de mim, Otaviano continua, porque é uma chapa que deu certo”.
















