O senador Jayme Campos (União Brasil-MT) classificou como “nada democrático” e “triste” o que chamou de prática de negociar candidaturas estaduais em troca de apoio a projetos nacionais. A declaração foi dada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, após ser questionado sobre articulações envolvendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo notícias veiculadas nacionalmente, Tarcísio condicionaria seu apoio a Flávio Bolsonaro, que articula candidatura à Presidência da República, ao recuo de pré-candidatos do Republicanos em estados como Mato Grosso, Acre, Espírito Santo e Minas Gerais. Para Jayme Campos, esse tipo de acordo fere princípios básicos da política.
“Negócio em política não pode ser feito dessa forma. Você faz um combinado em termos de participação de governo, mas não negociar a candidatura de uma pessoa em detrimento da possível candidatura de outra a presidente da República”, afirmou o senador, visivelmente incomodado.
Ele acrescentou que, embora entenda a dinâmica das alianças políticas, a troca de apoios não pode significar o “fim do mundo” para quem deseja concorrer legitimamente em seu estado. “Isso passa a ser negócio, e isso não é republicano”, completou.
Jayme Campos, que tem mais de quatro décadas de vida pública, avalia que o cenário nacional atual tem privilegiado articulações de cúpula em detrimento da vontade das bases partidárias e da população.
“Lamentavelmente, o cenário político brasileiro está tratando de fazer combinações, acordes, negociando o nome de possíveis candidatos. Isso é muito triste”, desabafou.


















