O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, afirmou que o governo federal “virou as costas para a saúde de Mato Grosso” ao reduzir drasticamente os repasses ao estado nos últimos anos. A declaração foi feita na manhã desta terça-feira (9), durante audiência pública na Assembleia Legislativa que discutiu o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Gallo destacou que, em 2019, 17% de todo o orçamento da saúde em Mato Grosso era composto por recursos federais. Hoje, esse percentual caiu para cerca de 6%. Segundo ele, se o estado ainda recebesse na mesma proporção de cinco anos atrás, a União deveria repassar aproximadamente R$ 1 bilhão, o dobro dos atuais R$ 500 milhões.
“E é importante dizer também que nós tivemos, aí ao longo dos últimos sete anos, uma diminuição brutal dos repasses federais. Mato Grosso tinha, lá em 2019, recebia 17% de todo o orçamento da saúde, vinha do governo federal. Hoje está com 6%. Nós perdemos em torno de 10%. Isso precisa ser dito: o governo federal virou as costas para a saúde de Mato Grosso”, disse.
Apesar das críticas ao governo federal, Gallo destacou o esforço do governo estadual para manter os serviços funcionando e ampliar a estrutura da saúde pública. Ele citou que Mato Grosso tem feito “grandes investimentos”, com a construção de quatro hospitais regionais no interior e do Hospital Central em Cuiabá. Somente neste ano, segundo ele, os aportes somam cerca de R$ 800 milhões, incluindo mais de R$ 150 milhões destinados ao Hospital Júlio Müller.


















