O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), reconheceu nesta terça-feira (28) que enfrenta dificuldades na forma de se comunicar e afirmou que declarações suas têm sido utilizadas fora de contexto em meio ao cenário político. A fala ocorreu durante sessão extraordinária da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (ALMT).
O encontro tinha como foco o fortalecimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no estado, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, incluindo Fernando Figueira. Ainda assim, o debate ganhou contornos políticos após o posicionamento do chefe do Executivo.
Em tom direto, Pivetta afirmou que respostas objetivas acabam sendo interpretadas de maneira equivocada, especialmente em um ano marcado por disputas. Segundo ele, há interesse em distorcer suas declarações.
“Às vezes eu falo de forma muito curta e isso abre margem para interpretação errada. Neste momento político, cada um usa o que eu digo conforme a própria conveniência”, declarou.
O governador também criticou a repercussão de trechos isolados de suas falas, que, segundo ele, são amplificados e acabam gerando desgaste público. Apesar disso, disse conviver com as críticas e reforçou que o foco da gestão é manter o atendimento à população.
Durante a reunião, Pivetta buscou reduzir tensões ao destacar o papel dos servidores públicos e defender o diálogo como caminho para superar divergências. Ele afirmou que o governo tem atuado com respeito às categorias, mesmo diante de impasses.
Na mesma agenda, o governador indicou que pode reavaliar a demissão de 56 profissionais do Samu, desligados em março. O tema tem gerado pressão de entidades e sido acompanhado de perto pela comissão, em meio a cobranças por uma solução que preserve o funcionamento do serviço.


















