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Fávaro: Brasil está preparado para enfrentar novas tarifas dos EUA após condenação de Bolsonaro

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nessa terça-feira (16) que o Brasil está preparado para reagir a eventuais sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

Segundo Fávaro, o país não aceitará intimidações externas. “Estamos preparados para enfrentar com altivez. O Brasil é soberano. Se vier, vamos de cabeça erguida, enfrentando qualquer tipo de adversidade”, afirmou.

A possibilidade de retaliações foi antecipada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em entrevista à Fox News no último fim de semana. Ele declarou que a Casa Branca deve anunciar, nos próximos dias, novas tarifas contra o Brasil em resposta à decisão do STF. “O Estado de Direito está entrando em colapso”, disse Rubio.

Fávaro criticou as declarações e afirmou estar “muito triste” com a postura norte-americana. Para ele, as medidas têm motivação política e ignoram o histórico de defesa da democracia pelo Brasil. “Não tem lógica nenhuma essa interferência. O Executivo não tem como interferir em decisões do Supremo Tribunal Federal. Isso simplesmente mostra a incoerência da posição norte-americana”, declarou.

Em meio ao tarifaço, o ministro destacou a abertura de mercados como estratégia de proteção ao agronegócio. De acordo com ele, o setor conquistou 435 autorizações em 72 países nos últimos dois anos e nove meses. “Nunca tivemos tantas opções. Isso fez com que esse momento do tarifaço impactasse muito menos”, disse, lembrando que a diversificação foi uma determinação do presidente Lula.

Fávaro afirmou que a meta inicial era abrir 200 novos mercados até 2026, mas o governo já trabalha com a projeção de 500. Ele citou que, além de soja, milho, algodão e proteínas animais, o Brasil exporta hoje produtos como gergelim, sorgo, manga, uva e limão.

O ministro também ressaltou medidas internas para minimizar os efeitos das tarifas, como o Plano Brasil Soberano, criado para reforçar a competitividade do setor. Segundo ele, a iniciativa busca garantir apoio a todos que possam ser prejudicados pelas sanções. “Estamos abertos a dialogar com empresas, indústrias, comércio e agropecuária. Quem for afetado terá o governo ao lado, estendendo a mão”, concluiu.

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