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Faissal e Dirceu são alvos de investigação da PF sobre suposto esquema de venda de sentenças

As diligências fazem parte de um inquérito que busca esclarecer a existência de um suposto esquema de negociação de sentenças e decisões judiciais

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (8), a Operação Gemini, que investiga um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Entre os investigados estão o desembargador afastado Dirceu dos Santos e o deputado estadual Faissal Calil (PL), que foram incluídos entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.

As diligências fazem parte de um inquérito que busca esclarecer a existência de um suposto esquema de negociação de sentenças e decisões judiciais. Os detalhes das medidas cumpridas e os desdobramentos da operação ainda não foram divulgados oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A ofensiva tem como objetivo reunir novas provas e aprofundar as apurações sobre a possível negociação de decisões judiciais, além da ocultação e movimentação de recursos de origem supostamente ilícita.

Por determinação da Justiça, os policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão domiciliar, ordens de busca pessoal e medidas de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

As medidas buscam identificar a movimentação financeira dos envolvidos, rastrear eventuais repasses de valores e analisar comunicações que possam comprovar a existência da organização investigada.

Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam para a atuação de agentes públicos, operadores do direito e intermediários que teriam participado de um esquema destinado à negociação de decisões judiciais e à posterior ocultação dos valores obtidos.

Os elementos recolhidos durante a operação serão submetidos a análises técnicas e periciais para auxiliar no avanço das investigações.

Conforme a PF, os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.

A operação é mais uma etapa das investigações conduzidas pela Polícia Federal para esclarecer suspeitas de irregularidades no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso.

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