O delegado Rogério Gomes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que Francisco Carlos Pereira Silva procurou uma delegacia em Várzea Grande para confessar o assassinato da esposa, Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, após ser pressionado por familiares da vítima.
Segundo a Polícia Civil, Elzilene estava desaparecida desde terça-feira (5). Inicialmente, o marido registrou um boletim de ocorrência alegando que a mulher havia saído para trabalhar e não retornado para casa.
De acordo com o delegado, a versão apresentada pelo suspeito levantou desconfiança entre familiares, filhos e enteados da vítima, que passaram a suspeitar do envolvimento dele no desaparecimento.
“A gente acredita que esse boletim foi registrado para tentar dissimular o crime e também devido à pressão dos familiares, que já desconfiavam dele”, declarou Rogério Gomes.
Ainda conforme a investigação, Francisco decidiu procurar a delegacia após temer represálias da família da vítima.
“Após pressão dos familiares e temendo ser agredido, ele saiu escondido e procurou a delegacia para preservar a própria vida”, explicou o delegado.
Durante depoimento, o suspeito afirmou que havia recebido um vídeo mostrando uma suposta traição da esposa e que passou a planejar o crime desde então. Na terça-feira, ele chamou Elzilene para sair, dizendo que precisava mostrar algo a ela.
Segundo o relato apresentado à polícia, o casal foi até uma área de mata, onde Francisco disse à vítima que ela morreria por conta da traição. Conforme o depoimento, Elzilene pediu perdão antes de ser agredida fisicamente. Em seguida, ao perceber que a mulher retomava a consciência e poderia pedir socorro, o suspeito desferiu golpes de faca contra ela.
Após o crime, Francisco arrastou o corpo até um córrego em uma região de mata no bairro Santa Isabel, no Jardim Atlântico, e cobriu o local com galhos para dificultar a localização do cadáver.
Equipes da DHPP e do Corpo de Bombeiros participaram das buscas e da retirada do corpo da vítima, que estava em uma área de difícil acesso. A Politec realizou os trabalhos periciais. O corpo foi encaminhado ao IML.
Francisco Carlos Pereira Silva permaneceu preso e responderá pelo crime de feminicídio. A Polícia Civil investiga o caso.



















