A deputada estadual em exercício Edna Sampaio (PT) acusou o deputado Gilberto Cattani (PL) de tentar silenciá-la ao protocolar um requerimento paralelo para criação de uma comissão sobre feminicídio em Mato Grosso. Segundo Edna, a iniciativa foi irregular, pois contou apenas com duas assinaturas, e teria como objetivo esvaziar a sua proposta.
“Isso parece aquela história da vaga no supermercado: você está esperando e outro mal-educado ocupa a vaga que você esperava”, disse a parlamentar, classificando a ação como violência política de gênero.
Edna lembrou que Cattani se recusou a assinar a CPI do feminicídio e atravessou o novo requerimento sem esclarecer sua proposta, o que, para ela, configura tentativa de obstrução de seu mandato. A deputada defende que a comissão seja conduzida pelas mulheres da Casa, com foco em investigar as causas institucionais da violência contra mulheres.
Ela espera que o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), faça a mediação para evitar a sobreposição de trabalhos e garantir a instalação da comissão proposta por ela.
O tema também tem relevância pessoal para Cattani: sua filha, Raquel, foi assassinada há pouco mais de um ano pelo cunhado, Rodrigo Xavier, crime que teria sido encomendado pelo ex-marido da vítima.
















