Faltando menos de um mês para a eleição da nova executiva do MDB em Mato Grosso, o deputado estadual e primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Dr. João, afirmou na terça-feira (22) que o partido ainda não iniciou conversas internas sobre os demais cargos da direção. Segundo ele, até o momento, o único nome em discussão é o de Janaina Riva para a presidência estadual da legenda.
“Eu não pensei nisso [cargos para a executiva]. Não deu tempo de pensar nisso ainda. Por enquanto, o único cargo que a gente tem conversado e falado é para Janaina ser presidente. Os outros cargos ainda não foram discutidos”, declarou o parlamentar.
A eleição para a nova executiva estadual do MDB está marcada para o dia 21 de agosto. Além da presidência, também serão definidos os nomes para os cargos de vice-presidente, segundo e terceiro vice-presidentes, secretário-geral, primeiro secretário e primeiro tesoureiro.
A expectativa do grupo majoritário é repetir o modelo de 2023, com uma chapa de consenso envolvendo deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores e outras lideranças. Uma reunião entre essas lideranças está prevista para ocorrer ainda neste mês, com o objetivo de iniciar a formação da nova composição.
Com a saída confirmada de Carlos Bezerra, que comandou o partido por três décadas, Janaina Riva desponta como principal cotada para assumir a presidência do diretório estadual. A deputada defende um processo de escolha baseado no consenso interno e na unidade da legenda.
A movimentação, no entanto, gerou resistência em parte do partido. O presidente da comissão provisória do MDB em Cuiabá, advogado Francisco Faiad, chegou a criticar publicamente a articulação de Janaina e sugeriu que ela deveria concentrar seus esforços na pré-candidatura ao Senado, em vez de disputar o comando do partido.
Sem confrontar diretamente a ala de Faiad, Janaina respondeu buscando preservar o ambiente de diálogo dentro da legenda. Ela citou, inclusive, o nome do vereador Juca do Guaraná como seu indicado para assumir a direção do MDB na capital, atualmente gerida por uma comissão provisória.


















