A sessão da Câmara Municipal de Cuiabá desta quinta-feira (11) foi marcada por uma discussão acalorada entre o vereador Dídimo Vovô (PSB) e a vereadora Michelly Alencar (União Brasil). A parlamentar relatou que o colega levantou o tom de voz, apontou o dedo em sua direção e tentou intimidá-la durante a votação de um projeto de sua autoria.
O projeto, que buscava garantir exames de ressonância magnética a mulheres com mama densa, acabou vetado por 13 votos a 10. Michelly votou pela manutenção do veto, o que desencadeou a confusão no plenário.
Segundo a vereadora, Dídimo e o também oposicionista Jefferson Siqueira (PSD) buscaram tumultuar o momento de sua fala e insinuaram que seu voto significaria ser “contra a saúde da mulher”.
“Ele saiu do lugar, não bastou ele gritar [de] onde ele estava, que ele e o Jefferson ficavam gritando o tempo todo. E eu falei, e o que acontece é que quando eu estou falando, eles não param de falar e ele achou ruim, saiu do lugar dele, veio com o celular até mim e ficou, ‘está vendo, essa vereadora é contra a mulher’. Eu falei assim, ‘o senhor está aqui, o senhor não vai deixar eu falar? Porque é assim que o senhor se comporta, o senhor vem aqui, fala de mim, não deixa eu falar’”, contou Michelly.
A vereadora afirma ainda que o colega chegou a colocar o dedo em sua cara. “E aí ele colocou o dedo na minha cara, enfim. Mas assim, para mim isso, eu acho que se eu não estiver pronta para esse embate, não é aqui o meu lugar. Agora, eu estou pronta para um embate com decência e respeito”, declarou.
O veto ao projeto
Michelly justificou seu voto afirmando que o tema já é contemplado em norma federal. Ela citou a portaria do Ministério da Saúde publicada em março deste ano, que garante ressonância magnética para mulheres com indicação médica em casos de mama densa.
“O projeto de lei não era para que essa mulher tivesse acesso, prioridade. É o mesmo que a portaria já estabelece em março deste ano, é uma portaria nova e talvez o vereador não tenha se atentado a isso”, explicou.


















