Ex-Cuiabá e agora atleta do Atlético-MG, o atacante Deyverson cumpriu seu primeiro compromisso nas férias e participou nessa quinta-feira (12), de uma entrevista para o Podcast Podpah. No bate-papo com os youtubers Igão e Mitico, o jogador abriu o jogo e revelou detalhes sobre sua saída do Dourado e às rusgas envolvendo o presidente do clube, Cristiano Dresch.
O atacante chegou na capital mato-grossense em agosto de 2022, foi peça fundamental em duas campanhas de permanência do clube na elite e conquistou dois estaduais. Na metade de 2024, o jogador e seu empresário tiveram uma reunião com Cristiano para tratar do futuro de sua carreira, já que seu vínculo com o Dourado se encerraria naquele mesmo ano. A conversa não não teve um bom desfecho, isso porque, o presidente propôs 2 anos e meio de contrato, no entanto, ofereceu o mesmo salário, o que foi prontamente negado por Deyverson e seu estafe.
“Ele queria (Cristiano Dresch) me dar mais dois anos e meio de contrato, só que com as mesmas proporções. Eu fiz 12 gols, time tava caindo, fui bem pra caramba, fiz seis gols no primeiro ano, peguei o segundo segundo turno todo no primeiro ano que eu fiquei lá e depois fiz 12 no segundo ano. Pensei que a gente ia conversar e resolver certinho, só que ele não quis, não quis melhorar e quis dar o mesmo, revelou Deyverson.
Daí em diante a relação entre os dois começou a desandar. O jogador quis cumprir o contrato até o fim e ajudar o clube até o fim desta temporada. Do outro lado, o presidente o afastou e fez ele treinar separadamente durante um mês e meio.
Então eu falei que iria ficar até o final do contrato, vou dar a vida, sou profissional, não tem esse negócio de ficar fazendo corpo mole, não tem isso comigo, sou sujeito homem e se você abre a porta pra mim, quero sair daqui com a porta aberta. Ele achou que eu ia fazer corpo mole, mandou eu treinar separado faltando seis meses pra acabar o contrato. Me fez penar um mês e meio sozinho, separado de todo mundo. Eu tinha que chegar lá 8h e começar 8h30, se não ele me multava, tudo ele me multava. Fica correndo, era só físico no sol de 40°C. Eu chegava lá feliz, sorrindo, louvando, acho que essa que foi a maior raiva. Ele dizia corre e eu corria, fazia mais, academia, não gosto de academia, mas eu fazia tudo, chegava 8h e 8h30 eu começava certinho, nunca atrasei.
No meio desse imbróglio, Cristiano Dresch concedeu entrevista à imprensa para dar um comunicado em relação ao afastamento do jogador. Na ocasião, no dia 27 abril, logo após a derrota para o Dourado por 3 a 0 para o Atlético-MG, o mandatário auriverde disse que o atleta tinha um contrato verbal com outro clube e que ele não jogaria mais pelo Cuiabá até que mudasse de ideia.
“Deyverson tem contrato encerrando com Cuiabá em dezembro e já foi feita uma negociação para assinar um pré-contrato no início do ano de uma prorrogação e ele não aceitou. O Cuiabá resolveu não colocá-lo mais nos jogos. O empresário dele disse que tem um acordo verbal com outro time e por isso optamos em decidir que ele não joga mais pelo Cuiabá até que mude de ideia”, disse Dresch à época.
Sete meses depois da polêmica, Deyverson abriu o jogo pela primeira vez e disse que tudo que foi declarado por Cristiano não passa de inverdades.
“Meu empresário falou com ele e pediu pra ele não falar de mim, que iria fechar as portas, pra não falar as coisas que não são verdade. Ele ouviu o áudio do meu empresário e não tava nem aí, meteu o pau em mim. Tudo que ele falou é mentira, eu não sou esse cara”, concluiu.
Mesmo depois do entrave com o presidente, Deyverson foi reintegrado ao elenco e ainda marcou dois gols, contra Palestino, pela Sul-Americana e Athletico-PR, pelo Brasileirão. Estes últimos tentos marcaram o fim da trajetória do atleta pelo Dourado.
Posteriormente, Deyverson saiu do Cuiabá e rumou para o Atlético-MG, onde foi recebido de braços abertos, fazendo gols importantes, inclusive, de quartas e semis de Libertadores. Em 23 jogos pelo Galo, o atacante marcou seis gols e distribuiu duas assistências.




















