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Desembargador afastado do TJMT já custou mais de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos

O magistrado é acusado de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais investigado no âmbito da Operação Sisamnes, que apura a atuação do advogado assassinado Roberto Zampieri e do lobista Andreson Gonçalves
ASSESSORIA/TJMT

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O desembargador afastado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) João Ferreira Filho já custou ao menos R$ 1.249.500,00 aos cofres públicos em salários e verbas acessórias desde que foi afastado do cargo, em agosto de 2024. O magistrado é acusado de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais investigado no âmbito da Operação Sisamnes, que apura a atuação do advogado assassinado Roberto Zampieri e do lobista Andreson Gonçalves.

João Ferreira Filho está afastado das funções desde 1º de agosto de 2024, por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), posteriormente referendada no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do afastamento, os pagamentos continuaram sendo realizados pelo Judiciário estadual.

O montante divulgado ainda não contempla todas as folhas salariais do período. Não constam no Portal da Transparência do TJMT os pagamentos referentes às folhas complementares dos meses de maio e junho, nem as folhas de julho e setembro deste ano. Em agosto, mês em que se deu o afastamento, não aparece qualquer pagamento registrado. A folha salarial de dezembro também não está disponível.

Em agosto deste ano, o CNJ instaurou um processo administrativo disciplinar contra João Ferreira Filho. Ele é investigado ao lado do desembargador aposentado Sebastião de Moraes Filho por supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo relatório da Polícia Federal, o esquema teria movimentado mais de R$ 5,5 milhões.

De acordo com o inquérito encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Ferreira Filho mantinha trocas de mensagens com o advogado Roberto Zampieri e teria recebido valores em troca da prolação de decisões judiciais favoráveis a clientes do escritório. As investigações apontam que o magistrado fazia parte de um núcleo que negociava sentenças e despachos em processos de interesse do grupo.

O caso segue sob análise nas instâncias superiores, enquanto o desembargador permanece afastado do cargo, recebendo remuneração custeada com recursos públicos, até eventual desfecho administrativo ou judicial.

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