O deputado estadual Faissal Calil, que está de saída do Cidadania para o PL, afirmou que irá ajudar na montagem da chapa da legenda e também do PSDB. O parlamentar também explicou o motivo que levou ao adiamento do seu ato de filiação ao partido bolsonarista.
“Michele Bolsonaro não está passando bem, ela cancelou todas as agendas dessa semana em Brasília. [O ato] estava programado para amanhã às 15h e eu estou esperando o Ananias me ligar. Ele está em Brasília, está com o Flávio fazendo reunião. Se ele puder me receber amanhã nós faremos uma reunião e a filiação com o próprio Flávio, nosso presidenciável”, disse o deputado nesta terça-feira (9/12).
Sobre as expectativas com o novo partido, Faissal disse que são as melhores e que já está praticamente dentro da agremiação há dois anos.
“As expectativas são as melhores possíveis. Eu estou dentro do PL praticamente há mais de dois anos, desde a pré-candidatura do Abilio e acompanhando outras pré-candidaturas também, formando grupos, formando chapa de vereança. Eu tentei filiar no PL, todo mundo sabe que é um sonho meu desde 2022 e não consegui. Agora as portas estão abertas, o convite está feito, a carta está assinada e é somente o ato agora”, explicou.
Desde 2023, Faissal tenta sair do Cidadania para se filiar ao PL. No entanto, na época, o presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado Carlos Avallone, não liberou o colega para migrar de partido. A “autorização” se faz necessária porque o Cidadania faz parte de uma federação com o PSDB.
Depois de muita conversa, Faissal conseguiu a carta de liberação para deixar o partido, mas garantiu que irá ajudar na montagem de chapa.
“Nós tivemos uma outra conversa com o Avallone, eu tenho gratidão pelo que fizeram por mim, pelo que o Marrafon fez por mim e o próprio Avallone também. Nós vamos ajudar o Cidadania e o PSDB a construir chapa de estadual para o próximo ano”, explicou.
Apesar de afirmar que seu projeto é buscar a reeleição na Assembleia Legislativa, Faissal não descartou a possibilidade de concorrer a uma vaga na Câmara Federal, se assim o partido achar necessário.
“Por enquanto é reeleição, mas eu estou lá dentro, faço parte de um time e se falarem que eu tenho que sair a federal eu saio. Estou à disposição do partido e eles que vão decidir onde eu vou me encaixar melhor. Estou pronto para disputar uma eleição ano que vem e continuar trabalhando pelas virtudes e os princípios da direita”, disse.
Caso o projeto de reeleição seja concretizado, Faissal garantiu não ter medo de disputar uma cadeira na ALMT com outros nomes de peso do PL, como Gilberto Cattani, que também buscará a reeleição, e até mesmo com nomes novos, como a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, apontada como possível pré-candidata a estadual.
“Não temo porque o PL é um partido grande. A gente sabe que terão bons nomes lá, temos ex-prefeitos candidatos e não posso temer. Eu tenho só que agradecer a todos por entrar pela porta da frente no partido que é o maior do Brasil hoje e por ser o maior do Brasil terá uma chapa competitiva, eu não posso temer isso”, concluiu.


















