O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), afirmou que a Casa de Leis vai “entrar para cima” na discussão contra a demarcação da terra indígena Kapôt Nhinore na divisa entre Mato Grosso e o Pará.
Contra a medida, o deputado argumentou que o espaço discutido para a demarcação seria muito grande em relação à quantidade de indígenas. Ao todo, são 362,2 mil hectares para cerca de 60 pessoas dos povos Kayapó, Yudjá e Mebêngôkre.
“Pelo que me falaram, é algo muito complicado, porque parece que tem pouquíssimos indígenas. Pelo que me falaram, são pouquíssimos, não chega nem a 100, são 60 indígenas. E estão tirando uma área muito grande. Então, me parece um absurdo isso”, disse.
“Tem que estudar bem, mas eu, particularmente, se for dessa forma sou contra. Vamos entrar para cima. Essa não é uma discussão estadual, é nacional, mas vamos fazer movimento, vamos entrar para cima”, acrescentou.
A discussão veio à tona na última semana, com a publicação no Diário Oficial assegurando a aprovação de estudos iniciais para demarcação do território, que está localizado entre os municípios mato-grossenses de Vila Rica e Santa Cruz do Xingu e São Félix do Xingu (PA).
O anúncio da aprovação do estudo foi feito durante o evento “O chamado de Raoni” no Xingu na última semana.
















