A presença de bandeiras dos Estados Unidos em atos bolsonaristas realizados durante o feriado de 7 de Setembro gerou debates sobre o significado do gesto. Para o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), no entanto, a atitude não representa contradição, mas sim um gesto de gratidão. A exibição de uma bandeira gigante dos EUA ocorreu durante ato bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo.
“Não. Incoerência nenhuma. Pelo contrário. É um país que está nos ajudando a resgatar, inclusive, a nossa independência. A independência das pessoas que moram aqui tem a sua liberdade. Então, se nós não temos a quem recorrer aqui, estamos recorrendo fora do país, para poder ter essa independência. Nada mais justo do que dizer: olha, muito obrigado por vocês nos ajudar”, afirmou o parlamentar.
A aproximação simbólica com os Estados Unidos ocorre em um contexto de tensões institucionais no Brasil. Aliados de Bolsonaro têm reforçado apoio ao governo de Donald Trump, que autorizou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, medida com forte impacto simbólico no discurso da direita.
Além disso, Trump impôs sanções ao Brasil sob a alegação de que há perseguição política contra o ex-presidente Bolsonaro, reforçando a narrativa de que a justiça brasileira estaria sendo instrumentalizada.
Outro elemento que fortalece essa conexão é a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, que tem divulgado nos bastidores que está articulando, com apoio internacional, um movimento pró-anistia para os presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
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