Durante sua visita a Cuiabá nessa segunda-feira (14/10), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro também voltou a defender o voto impresso, argumentando que a medida é necessária para a realização de auditorias nas urnas eletrônicas.
Sem mencionar diretamente Eduardo Botelho (União), Bolsonaro afirmou que, se as urnas tivessem sistemas de auditoria, o candidato que ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito de Cuiabá poderia pedir a recontagem dos votos. Ele mencionou possuir “documentos que podem colaborar com o sistema eleitoral”, mas não especificou quais.
“Se tivesse como auditar, com toda certeza o terceiro lugar pediria recontagem. Eu pergunto agora para vocês, qual o País no mundo adota esse sistema? Nós acreditamos na informática, né? E obviamente não temos obrigação de acreditar em quem faz o programa”, declarou Bolsonaro durante entrevista coletiva.
“Eu não estou desconfiado não, se não posso ser preso daqui, não pode falar em vacina, nem em urna eletrônica. Mas o que se puder fazer para aperfeiçoar, tem que ser feito, porque não pode nenhum do povo ter tudo o que acontece, e a vantagem pública não pode ser”, completou.
As críticas ao ministro Alexandre de Moraes foram direcionadas à atuação do magistrado no julgamento dos atos golpistas de 8 de janeiro e no ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Segundo Bolsonaro, as penas são desproporcionais e os julgamentos não deveriam ocorrer na Corte Suprema.
“Você acha que ele faz um bom trabalho? Você acha que as prisões de 14 a 17 anos são justas? Você acha que os julgados tiveram o devido processo legal? O fórum, eu estou perguntando, o fórum é este [STF]? O meu fórum não é o Supremo, é a primeira instância. Mudou isso agora? Por quê? Os inquéritos foram justos? Inquéritos há cinco anos, é justo isso aí?”, questionou Bolsonaro.


















