A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza nesta quinta-feira (7/3), às 19h, a segunda audiência pública para discutir os problemas enfrentados pela população de Chapada dos Guimarães provocados pelo fechamento intermitente da MT-251, conhecida como Estrada da Chapada, no trecho do Portão do Inferno.
O trânsito tem sido interrompido diariamente para obras para contenção dos deslizamentos de terras e pedras provocados pelas chuvas. Além disso, só é liberado para carros de passeio e utilitários pequenos. Veículos de carga, como caminhões e veículos com carretinha, tem que usar rotas alternativas que encarecem o frete e, consequentemente, o aumento no preço dos produtos vendidos no comércio local. Ou até mesmo, o desabastecimento em algumas lojas de mercearias.
Outra preocupação diz respeito ao tráfego de ônibus coletivos e de turismo que levam trabalhadores e estudantes de Chapada para Cuiabá e vice-versa. Conforme determinação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), estes veículos não podem passar pelo trecho e são obrigados a fazer um desvio por Campo Verde.
Com as restrições do tráfego, que funciona no sistema pare e siga, o acesso de turistas a Chapada caiu, causando um impacto na economia da cidade. Isto porque o o setor de turismo é a principal fonte de renda do município. Pousadas e restaurantes estão vazios e o número de demissões não para de crescer.
Para audiência desta quinta (7), foram convidados representantes da Secretaria de Estado de Infraestrutura que devem apresentar detalhamento das obras feitas até aqui, como a colocação de redes de contenção nos paredões, além de novas propostas para solucionar definitivamente o problema. Entre elas, a construção de um viaduto ou túnel e a retirada das pedras que correm risco de deslizamento.
Há ainda, a proposta de abertura da MT-030, nova rota de acesso à cidade, e da pavimentação completa da estrada que passa pelo distrito de Água Fria, obra já iniciada.
A audiência foi requerida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD).
“Queremos buscar soluções debatendo o problema com autoridades locais, representantes do Governo do Estado, geólogos, engenheiros, técnicos do ICMBio (já que a área atingida está dentro de um Parque Nacional e qualquer intervenção precisa de anuência do Governo Federal), comerciantes, guias turísticos e moradores para juntos chegarmos a uma solução rápida e viável”, explicou o parlamentar.



















