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Assassino de Zampieri envia carta ao MP afirmando que está sendo ameaçado na PCE por advogado

Investigação sugere uma rede de intimidações envolvendo um advogado, identificado pelas iniciais J.R.C.J., que teria atuado como mensageiro das ameaças

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Apontado como o assassino do advogado Roberto Zampieri, o pedreiro Antônio Gomes da Silva afirmou, em audiência, que vem sofrendo ameaças de morte dentro da prisão. Segundo ele, tais ameaças são orquestradas por um terceiro supostamente envolvido no crime, identificado como M.J.B. Antes de revelar mais informações durante o Tribunal do Júri, Gomes enviou uma carta ao Ministério Público relatando os riscos que estaria correndo, reforçando seu compromisso de expor os mandantes do homicídio.

A investigação sugere uma rede de intimidações envolvendo um advogado, identificado pelas iniciais J.R.C.J., que teria atuado como mensageiro das ameaças. Na carta, escrita à mão, Gomes descreve detalhadamente os temores que tem pela sua vida e pela segurança de sua família. Diante da gravidade das acusações, os promotores Samuel Frungilo, Jorge Paulo Damante, Marcelle Rodrigues da Costa e Vinicius Gahyva Martins encaminharam as informações ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de intensificar as investigações e proteger o réu contra possíveis coações.

O assassinato de Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, teria como principal motivação uma disputa judicial de terras em Paranatinga, no valor estimado de R$ 100 milhões. O advogado representava uma das partes no litígio e mantinha uma relação de proximidade com o desembargador Sebastião de Moraes. Aníbal Manoel Laurindo, produtor rural e um dos investigados, é suspeito de ser o mandante do crime. Laurindo estaria envolvido em uma ação judicial que discute a posse de uma propriedade de mais de 4 mil hectares, decisão que havia lhe imposto a desocupação da área, mas que conseguiu suspender temporariamente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Durante uma audiência preliminar em julho, Antônio Gomes admitiu ter disparado os dez tiros que resultaram na morte de Zampieri, mas negou qualquer participação do coronel Etevaldo Caçadini, veterano do Exército e instrutor de tiro, além de Hedilerson Barbosa, apontado como intermediador, e do próprio Aníbal Laurindo, indicado como o mandante. No entanto, o Ministério Público já requereu que todos sejam pronunciados para julgamento perante o júri popular.

No dia do crime, em 5 de dezembro de 2023, Zampieri foi alvejado ao sair do seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Gomes, que aguardava a saída do advogado, realizou os disparos usando uma pistola Taurus 9mm, resultando na morte imediata da vítima. A investigação apontou que o assassinato foi encomendado por Etevaldo Caçadini, que teria oferecido R$ 40 mil para a execução do crime, dos quais R$ 20 mil foram pagos antecipadamente.

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