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Após flagrar traição, empresário acusado de mandar matar amigo continua preso

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A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de mandar matar o amigo Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, após descobrir um relacionamento extraconjugal envolvendo sua esposa. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23).

O relator do caso, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, teve o voto acompanhado pelos demais magistrados, que negaram o habeas corpus e mantiveram a prisão preventiva do acusado.

Na decisão, o relator apontou que a defesa apenas repetiu argumentos já analisados anteriormente, sem apresentar novos elementos que justificassem a revisão da medida. “A reiteração de pedido anteriormente julgado, sem a demonstração de fato novo relevante, não é admitida na via do habeas corpus”, destacou.

Os advogados também tentaram anular o recebimento da denúncia, alegando falta de fundamentação, mas a tese foi rejeitada. O colegiado entendeu que a decisão judicial seguiu os parâmetros legais e que há elementos suficientes para o andamento da ação penal.

Ainda conforme o acórdão, eventuais questionamentos sobre nulidades devem ser analisados ao longo do processo, especialmente na fase de instrução, quando as provas serão produzidas e avaliadas.

Entenda o caso

De acordo com o Ministério Público, a vítima era amiga próxima do empresário e teria se envolvido, de forma sigilosa, com a esposa dele, a médica Sabrina Iara de Mello. A suposta traição teria sido descoberta após imagens de câmeras de segurança registrarem os dois juntos dentro da residência.

A partir disso, segundo a investigação, teria sido articulado um plano de vingança. O crime ocorreu na noite de 21 de março de 2025, em uma distribuidora de bebidas no bairro Residencial Village, em Sorriso.

Conforme a denúncia, Danilo Carlos Guimarães é apontado como o executor do crime, que teria sido encomendado por Tacca. Ivan foi esfaqueado, socorrido e encaminhado ao hospital, mas morreu semanas depois, em decorrência das lesões.

Os envolvidos foram presos durante a Operação Inimigo Íntimo, deflagrada pela Polícia Civil. O processo segue em tramitação na Justiça.

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