A Assembleia Legislativa de Mato Grosso decidiu exonerar o servidor Ildefonso Nilo da Silva Neto, conhecido como “Neto”, do cargo comissionado de assessor parlamentar. Ele atuava no gabinete do deputado Júlio Campos, ocupando a função de AP-1, com remuneração líquida de R$ 3.518,00.
A medida foi adotada após decisão judicial relacionada à Operação Déjà Vu, conduzida pela Polícia Civil, que investiga supostos crimes de corrupção e inserção de dados falsos em sistema informatizado contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá. Segundo as apurações, o esquema teria provocado prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, com mais de 133 mil cancelamentos suspeitos registrados no sistema GATweb entre o fim de 2024 e o início de 2025.
Embora a Justiça não tenha decretado a prisão de Ildefonso, foi imposta medida cautelar determinando a suspensão do exercício de função pública ou de atividades vinculadas a cargo em comissão. A decisão impede que o investigado permaneça em postos de confiança no poder público.
De acordo com a investigação, Ildefonso é apontado como intermediário do esquema, responsável por articular a cooptação de contribuintes e facilitar a entrega de vantagens indevidas, utilizando contatos e intermediações para promover alterações em registros administrativos. Apesar de a participação ser considerada relevante para a dinâmica dos fatos, a Justiça entendeu que as cautelares — incluindo o afastamento da função pública — seriam suficientes, dispensando a prisão preventiva.

















