Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Polícia prende dois homens por apoio logístico em atentado contra irmão de Eloá

Os executores responsáveis pelos disparos ainda não foram encontrados

publicidade

A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (28), dois homens suspeitos de prestar apoio logístico aos autores do atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos. A Justiça decretou a prisão temporária dos investigados, que devem passar por audiência de custódia nesta segunda-feira (29).

Os suspeitos foram localizados por equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque, na região de Guaianases, na Zona Leste da capital paulista. Segundo a corporação, um dos detidos confessou participação no esquema de apoio aos criminosos. Ambos possuem antecedentes por envolvimento com organizações criminosas.

Os presos, de 40 e 52 anos, foram levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação. Um terceiro homem, de 24 anos, compareceu à unidade policial acompanhando o pai, mas não foi detido. Dois veículos utilizados nas investigações também foram apreendidos.

Apesar das prisões, os executores responsáveis pelos disparos ainda não foram encontrados. As diligências seguem para identificar todos os envolvidos no crime.

O atentado ocorreu na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o oficial, que estava de folga e pilotava uma motocicleta, parou em um semáforo e foi surpreendido por dois homens, que efetuaram diversos disparos antes de fugir.

Ferido na cabeça, o tenente foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e encaminhado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele passou por uma cirurgia neurológica de alta complexidade e permanece internado em estado gravíssimo, porém estável.

Outras imagens analisadas pela polícia mostram a movimentação dos suspeitos momentos antes do ataque. Um homem chegou ao local em uma motocicleta vermelha, encontrou outro ocupante de um carro branco e, pouco depois, ambos seguiram em direção ao ponto onde o policial foi baleado. A linha de investigação considera que a vítima pode ter sido monitorada antes da execução.

Ronickson Pimentel ingressou na Polícia Militar em 2009, após servir como fuzileiro naval na Marinha do Brasil. Tornou-se oficial em 2015 e, desde 2019, integra o 1º Batalhão de Polícia de Choque – Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

O oficial também é irmão de Eloá Cristina Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, caso que ganhou repercussão nacional. Na época do julgamento, Ronickson prestou depoimento ao Tribunal do Júri como testemunha.

Em nota, a Polícia Militar informou que a identificação dos suspeitos foi possível graças ao trabalho de inteligência, cruzamento de informações e análise de denúncias. A corporação afirmou que continuará as investigações até localizar e prender todos os envolvidos no atentado.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade