O senador Jayme Campos (União) minimizou o anúncio de apoio do Progressistas (PP) à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. Segundo ele, sua prioridade é conquistar a indicação do União Brasil na convenção partidária, já que a legenda integra uma federação com o PP e a definição sobre a disputa estadual dependerá das deliberações internas.
Jayme afirmou que só deixará de disputar o Palácio Paiaguás caso não seja escolhido pelo próprio partido.
“Eu sou do União Brasil, e eu me imagino ganhando a convenção do partido, é o que me interessa. Se porventura eu perder a convenção, aí eu não tenho nenhum motivo para ser candidato. Agora, se eu ganhar a convenção, eu imagino que o partido tem que me dar essa possibilidade, essa condição de ser candidato”, explicou o senador à imprensa nessa quarta-feira (25).
O parlamentar reconheceu que o PP tem autonomia para definir seus posicionamentos políticos, mas reforçou que espera ser o nome da federação formada entre as duas siglas. Ele também ponderou que filiados podem manifestar apoio individual a outros projetos, mas criticou qualquer tentativa de negociação envolvendo o partido.
“Agora, nós não podemos permitir que o União Brasil seja vendido, negociado, com interesses bem aquém dos interesses do povo de Mato Grosso”, criticou.
Jayme também se posicionou contra a informação de que a direção nacional do Republicanos teria condicionado o apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao respaldo do PL em quatro estados, entre eles Mato Grosso. Na avaliação do senador, a articulação poderia inviabilizar uma eventual candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo estadual.
“Eu não acho nada democrático isso aí. É o fim do mundo afastar a candidatura de uma pessoa no estado, em detrimento do apoiamento para outro possível candidato à Presidência da República. Então, para mim, não é uma boa prática, isso não é republicano, isso passa a ser negócio, e negócio em política não pode ser feito dessa forma”, sustentou.
O posicionamento do senador ocorre após o presidente estadual do PP, Cidinho Santos, anunciar nesta semana o apoio da legenda à reeleição de Otaviano Pivetta.

















