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Virgínia detona Wellington por promessa de parar parque e diz que candidatura preocupa MT

Virgínia também comentou as críticas feitas pelo deputado estadual Júlio Campos ao ex-governador Mauro Mendes

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A ex-primeira-dama de Mato Grosso e pré-candidata à Câmara Federal, Virgínia Mendes, elevou o tom das críticas contra o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), nesta sexta-feira (12), ao rebater a proposta do parlamentar de interromper as obras do Parque Novo Mato Grosso, caso seja eleito governador.

Em entrevista, Virgínia classificou a declaração como “desinformada”, afirmou que o empreendimento terá impacto direto no turismo e na economia da Capital e ainda demonstrou preocupação com a possibilidade de o senador assumir o comando do Estado.

Segundo Virgínia, o parque representa um investimento para impulsionar o desenvolvimento econômico de Cuiabá, atraindo visitantes e movimentando diversos setores ligados ao turismo. Para ela, as críticas de Wellington ignoram os benefícios que a estrutura proporcionará à população e ao comércio local.

“Eu acho que ele é desinformado, realmente, porque [o parque] está trazendo para a gente turismo. Você movimenta o turismo, movimenta hotel, táxi, alimentação, restaurantes. Todo o pessoal que vem de fora traz movimento econômico para dentro da cidade de Cuiabá. Agora ele falar que é um parque de rico… Quantas vezes ele esteve lá? Quantas vezes ele foi para a Disney? As pessoas dizem que é parque de rico, mas ele estará aberto para todos. Quando estiver 100% pronto, as famílias vão passear, levar os filhos, os amigos que vêm de fora. Vai ser um lugar bonito, agradável e moderno, algo que hoje nós não temos”, afirmou.

A ex-primeira-dama também atribuiu a fala do senador ao ambiente eleitoral e disse enxergar motivação política nas críticas ao empreendimento.

“Com certeza, é [fala] extremamente política, só que uma politicagem desinformada.”

Virgínia ainda afirmou considerar preocupante a possibilidade de Wellington Fagundes vencer a eleição para o Governo de Mato Grosso, Virgínia fez referência ao histórico político do senador, sem entrar em detalhes.

“Eu acho, porque todo mundo sabe do passado dele. Não precisa falar, todo mundo conhece o passado dele. Então eu acho preocupante.”

Ao comentar o clima da pré-campanha eleitoral, marcado por trocas de acusações entre os grupos políticos, Virgínia lamentou o nível do debate e defendeu que a disputa seja pautada por propostas, embora tenha afirmado que não pretende deixar ataques sem resposta.

“Eu fico triste porque acho que a campanha tem que vir com propostas, não com ataques. Infelizmente, a gente está sendo atacado o tempo todo. Eu fui atacada, meu filho foi atacado, meu marido foi atacado. E, infelizmente, você tem que responder também. Você não pode calar, senão quem cala consente. Fica nessa briguinha de um ataque de lá, outro responde de cá, mas a gente não pode deixar de responder, até porque é mentira. Muitas vezes fazem fake news e a gente precisa responder.”

Virgínia também comentou as críticas feitas pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) ao ex-governador Mauro Mendes, que recentemente acusou o grupo político do ex-chefe do Executivo de controlar o partido e impedir outras candidaturas. Ela negou qualquer interferência de Mauro na escolha dos candidatos e ressaltou que a definição ocorrerá na convenção partidária.

“Ele fala que o Mauro não deixa ele ser candidato. O Mauro nunca falou isso. Qualquer um pode ser candidato, desde que passe pela convenção. Não somos nós, não é o Mauro que decide, é a convenção. Se ele passar, ótimo, pode competir. O Mauro apenas deixou claro que tem um compromisso com o Pivetta e que não pode ser traíra. A gente nunca foi de falar uma coisa e fazer outra. Quem elege não é o Mauro, é o povo. Se ele passar na convenção, depois precisa ser eleito pela população.”

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