Claudinei da Silva, investigado pela morte da filha Olga Beatriz, de 12 anos, foi retirado da sede da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (8), sob forte escolta policial. Ao deixar a unidade, ele foi questionado por jornalistas sobre o caso, mas optou por não responder às perguntas.
A imprensa tentou obter esclarecimentos sobre a morte da adolescente e sobre as acusações apresentadas pela mãe da vítima, porém o suspeito manteve-se em silêncio durante todo o trajeto até o veículo policial.
O caso é investigado após a menina ser encontrada morta em uma residência no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. Conforme as apurações iniciais, a adolescente apresentava diversos sinais de agressão física, com lesões e hematomas em várias partes do corpo, principalmente na região do rosto.
Segundo o delegado Nilson Farias, responsável pelas investigações, a apuração exige cautela porque não havia testemunhas no momento dos fatos. De acordo com o inquérito, apenas o pai e a vítima estavam no imóvel quando as agressões ocorreram.
Familiares ouvidos pela Polícia Civil relataram que pai e filha mantinham uma relação considerada próxima e harmoniosa. A adolescente estava passando alguns dias na casa do pai e teria manifestado interesse em permanecer por mais tempo no local.
A prisão do suspeito foi marcada por momentos de forte emoção. Durante a condução dele pelas equipes policiais, a mãe da adolescente demonstrou revolta e cobrou justiça pela morte da filha, acusando o ex-companheiro de ser o responsável pelo crime.
A Politec realizou os trabalhos de perícia. O corpo da vítima foi encaminhado ao IML para exames de necropsia.
Os investigadores continuam ouvindo familiares, vizinhos e pessoas próximas à adolescente. Os laudos periciais serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e reconstruir a sequência dos acontecimentos.
















