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Wilson quer que Polícia Federal investigue invasão aos sistemas da Secretaria de Saúde

Presidente da CPI da Saúde defende perícia independente para apurar alcance do ataque hacker e possíveis impactos sobre dados da Secretaria de Estado de Saúde

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quer que a Polícia Federal participe das investigações sobre o ataque cibernético registrado na Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O parlamentar defende uma apuração independente para esclarecer a origem da invasão, identificar eventuais responsáveis e verificar se houve comprometimento de informações estratégicas da pasta.

A iniciativa surge após a confirmação de que os sistemas da secretaria foram alvo de um ataque hacker ocorrido em março deste ano. Diante da gravidade do caso, Wilson protocolou requerimentos solicitando informações ao Governo do Estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela infraestrutura tecnológica da administração estadual.

Segundo o deputado, a CPI pretende ter acesso a relatórios técnicos, protocolos de segurança, documentos sobre a recuperação dos dados e informações detalhadas sobre os sistemas eventualmente atingidos pela invasão. A avaliação é que a sociedade precisa conhecer a dimensão real do incidente e as medidas adotadas pelo Estado para evitar novos ataques.

Além da atuação da Polícia Federal, Wilson defende a realização de uma perícia técnica especializada para verificar possíveis falhas nos mecanismos de proteção digital e avaliar se houve prejuízos ao acervo de informações da Secretaria de Saúde.

A preocupação da comissão aumenta pelo fato de o episódio ter ocorrido em meio aos trabalhos da CPI da Saúde, que investiga contratos, pagamentos e procedimentos administrativos relacionados à gestão da pasta. Para o parlamentar, a coincidência entre os fatos exige total transparência dos órgãos envolvidos.

Paralelamente à apuração do ataque hacker, a CPI segue avançando em outras frentes de investigação. Nos próximos dias, a comissão deverá ouvir representantes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), responsáveis pela Operação Espelho, que apura suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

A expectativa é que os esclarecimentos sobre a invasão digital e os depoimentos previstos reforcem o conjunto de informações analisadas pela comissão e contribuam para aprofundar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos na área da saúde em Mato Grosso.

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