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Paraense suspeito de aliciar e estuprar criança de 9 anos via internet é preso Polícia Civil de MT

O criminoso utilizava perfis na plataforma para atrair a criança e exigia o envio de fotos e vídeos de cunho sexual

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A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop deflagrou uma complexa operação interestadual para prender um homem investigado por estupro de vulnerável, aliciamento digital de menores e posse de material de abuso sexual infantil.

O suspeito foi localizado e capturado no município de Dom Eliseu, no Pará. Para efetuar a prisão, os investigadores mato-grossenses percorreram mais de 2.700 quilômetros e atravessaram cinco estados, contando com o suporte operacional da polícia paraense para cumprir os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

As investigações criminais foram abertas após a mãe da vítima, uma menina de apenas 9 anos, procurar a delegacia em Sinop para relatar um caso grave de automutilação induzida.

A criança havia introduzido um tubo de batom em seu próprio órgão genital e, devido às lesões causadas pelo objeto, precisou ser internada e submetida a um procedimento cirúrgico de emergência no hospital local. Em estado de extremo abalo psicológico, a menor chegou a ameaçar cortar os pulsos quando o caso foi descoberto pela família.

O trabalho de inteligência policial revelou que a menina vinha sofrendo severa manipulação psicológica e chantagem virtual por meio do aplicativo de vídeos Kwai.

O criminoso utilizava perfis na plataforma para atrair a criança e exigia o envio de fotos e vídeos de cunho sexual em troca de “Robux”, as moedas virtuais utilizadas no jogo eletrônico infantil Roblox. Diante da materialidade e do risco iminente de novas abordagens, a autoridade policial representou de imediato pelos mandados de prisão e pela quebra do sigilo telemático do suspeito, medidas que foram chanceladas pelo Poder Judiciário.

A equipe policial reforçou que a evolução tecnológica inseriu criminosos diretamente no ambiente doméstico por meio de dispositivos móveis, destacando que a fiscalização das redes sociais e jogos eletrônicos por parte dos pais é uma medida indispensável de segurança. As autoridades alertaram que os aliciadores costumam criar personagens falsos simulando terem a mesma idade das vítimas para ganhar confiança de forma sutil. Com a prisão e a apreensão de equipamentos eletrônicos do suspeito no Pará, o material passará por perícia técnica especializada para identificar a extensão das redes de compartilhamento de arquivos e mapear possíveis outras vítimas do investigado.

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