A cúpula política ligada ao vice-governador Otaviano Pivetta intensificou os movimentos para convencer o senador Jayme Campos a abandonar a pré-candidatura ao Palácio Paiaguás e disputar a reeleição ao Senado em 2026. A articulação prevê uma composição ao lado do ex-governador Mauro Mendes, em uma estratégia desenhada para preservar a unidade do grupo político que controla o Estado desde 2019.
O principal articulador da costura é o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, que defende a manutenção da aliança construída nas eleições de 2018 e 2022. Segundo ele, o projeto passa necessariamente pela permanência de Jayme no bloco governista.
“Eu acredito que é possível. Com muito diálogo, nós temos que escutar muito o Jayme Campos, pois ele tem todas as prerrogativas para estar conosco nesse projeto de 2026. O nome dele é colocado em todas as nossas reuniões políticas e ele tem o direito inquestionável de ser candidato à reeleição ao Senado, mas tem se colocado como candidato ao governo. Precisamos construir esse entendimento para manter o grupo unido”, afirmou Carvalho.
Nos bastidores, o movimento ocorre em meio ao aumento da tensão entre Jayme Campos e Mauro Mendes dentro do União Brasil. O senador tem elevado o tom das críticas à condução da sigla em Mato Grosso e passou a defender com mais intensidade a possibilidade de disputar o governo estadual.
Além da articulação para 2026, Mauro Carvalho também comentou a crise enfrentada no Partido Renovação Democrática (PRD), legenda da qual foi destituído da presidência estadual às vésperas do encerramento da janela partidária. A mudança provocou uma debandada de pré-candidatos que já planejavam disputar vagas proporcionais pela sigla.
A turbulência obrigou nomes ligados ao governo, como os ex-secretários Allan Kardec e Gilberto Figueiredo, a buscarem rapidamente novos partidos para viabilizar as candidaturas em 2026.
O episódio ganhou novos desdobramentos após declarações do presidente estadual do Solidariedade, Marco Aurélio, que afirmou nesta semana que o PRD estaria sob influência da deputada estadual Janaina Riva e do presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho.
Para Mauro Carvalho, as declarações apenas reforçam a versão de que houve uma articulação política para afastá-lo do comando da legenda.
“A forma como foi feita e está sendo concretizada demonstra, por si só, o perfil de todos os envolvidos nesse processo do PRD”, disparou.



















