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Empresário diz ter caído em golpe dentro da PCE e relata cobrança de R$ 30 mil por transferência

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O empresário Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, vai enfrentar audiência de instrução no próximo dia 21 de julho em um processo que investiga um suposto esquema de corrupção dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Alvo da Operação Ragnatela, da Polícia Federal, ele responde à ação ao lado do policial penal Luiz Otavio Natalino. O Ministério Público aponta que houve negociação para facilitar a entrada de celulares na unidade prisional. O servidor é acusado de corrupção passiva e tráfico de influência, enquanto o empresário responde por corrupção ativa.

Em depoimento, porém, Willian afirmou que também foi vítima de um golpe aplicado por um detento conhecido como “Playboy”. Segundo ele, o preso se passava por policial penal para extorquir dinheiro de interessados em favores dentro do sistema prisional.

O empresário contou que chegou a pagar R$ 2,5 mil acreditando que o valor seria usado para colocar aparelhos celulares na penitenciária. Depois, percebeu que havia sido enganado. Ele ainda relatou que o mesmo preso cobrava até R$ 30 mil por detento para conseguir transferências dentro do sistema penitenciário.

De acordo com o relato, o criminoso citava nomes de autoridades da Segurança Pública para dar credibilidade ao esquema. A defesa tentou anular a ação alegando falhas na denúncia e ausência de acesso completo às provas digitais, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, que manteve o andamento do processo.

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