O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou uma cautela ao ser questionado sobre a Operação Emenda Oculta, deflagrada no último pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pela Polícia Civil. A investigação atinge o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), suspeitos de participar de um esquema de desvios de recursos públicos.
“Não cabe a mim fazer comentários prognósticos. Eu ouvi falar pela imprensa, assim como vocês ouviram, e confio muito na Justiça, nas nossas Forças de Segurança, na polícia, que fazem a investigação. Tem um órgão especial para tratar desses casos”, afirmou Pivetta à imprensa, sinalizando que o Executivo aguardará o desfecho das apurações sem interferências.
De acordo com as investigações, o suposto esquema operava através do desvio de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace). Documentos apontam que Elizeu Nascimento teria destinado mais de R$ 7,7 milhões em emendas ao ISMAT.
O Ministério Público suspeita que as entidades serviam como ponte para que o dinheiro retornasse aos parlamentares. Conforme a investigação, Elizeu e Cezinha teriam recebido, ao menos, R$ 720 mil oriundos das irregularidades.
Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os envolvidos teriam utilizado uma estratégia de fazer saques em espécie. Os investigadores identificaram retiradas nos valores de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil, realizados entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano.



















