Dois detalhes foram decisivos para que a polícia desconfiasse da versão de sequestro apresentada por Jackson Pinto da Silva, preso por matar a esposa Nilza Moura de Souza Antunes, 64 anos, uma camiseta recém-lavada e movimentações financeiras atípicas na conta da vítima.
Segundo a delegada responsável pela investigação, Jackson procurou a delegacia dizendo ser vítima de um golpe. Ele alegou que Nilza havia desaparecido e que pessoas estavam ligando cobrando resgate. Chegou a afirmar que fez transferências via Pix para uma conta mencionada pelos supostos sequestradores.
Familiares da vítima, no entanto, suspeitam que os valores tenham sido transferidos da conta empresarial de Nilza para a conta do próprio marido. Um dos repasses teria chegado a R$ 18 mil, segundo relatos de um familiar da empresária. A polícia informou que ainda investiga a procedência das movimentações.
O outro indício que levou à confissão foi uma camiseta. Durante o acompanhamento de uma equipe policial até a casa do casal, os agentes notaram que uma camisa usada por Jackson no domingo, último dia em que ele apareceu em fotos ao lado de Nilza, já estava lavada.
“A equipe começou a desconfiar, porque já estava lavadinha. Aí questionaram por que lavou, ele começou a ficar nervoso e a cair em contradição”, relatou a delegada. Pouco depois, ele confessou o crime e indicou onde havia enterrado o corpo.
Nilza foi encontrada com braços e pés amarrados por enforca-gatos e morta por estrangulamento. O homicídio aconteceu em outra residência, não no local do enterro.
Jackson segue preso. As investigações continuam para esclarecer a totalidade das transferências financeiras e se houve mais envolvidos.


















