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Família desconfia de simulação de sequestro e impede venda de bens de empresária morta em Cuiabá

Jackson não tinha emprego fixo e, conforme a familiar, era “sustentado” por Nilza

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A família de Nilza Moura de Souza Antunes, 64, empresária do setor imobiliário, impediu que o marido dela, Jackson Pinto da Silva, vendesse pertences da vítima sob a justificativa de pagar um suposto resgate. Ele confessou o feminicídio nesta terça-feira (5).

Segundo uma familiar que pediu anonimato, Jackson simulou um sequestro logo após matar Nilza. Ele procurou os parentes dizendo que a empresária havia saído para caminhar e desaparecido. Em seguida, passou a sugerir a venda de bens da vítima, incluindo uma caminhonete, celulares e eletrônicos para arcar com o falso resgate.

Os familiares, no entanto, não entregaram os itens e desconfiaram da versão desde o início. A desconfiança aumentou após a consulta a imagens de câmeras de segurança de uma vizinha. As gravações não mostraram Nilza saindo ou entrando de casa no dia do desaparecimento.

“Questionamos ele: ‘como que ela saiu se as imagens não mostram ela?’ Ele disse que ela teria saído do outro lado da rua. Desde então, a gente não acreditou em nada mais dele”, relatou a jovem.

O relacionamento do casal era conturbado. Jackson não tinha emprego fixo e, conforme a familiar, era “sustentado” por Nilza.

A polícia informou que a empresária foi enforcada em outro local e levada ao terreno onde funciona a serralheria gerenciada pelo marido, área que pertencia à vítima. Lá, ele cavou uma cova e enterrou o corpo.

Após ser preso no início da tarde de terça-feira, Jackson admitiu a autoria do crime, mas não deu detalhes sobre como agiu. A família, que compareceu à delegacia e apresentou suas suspeitas, acompanhou o início da remoção do corpo ainda na tarde de ontem.

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