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“Passado de pré-candidatos dificultam defesa mais enfática”, diz Cattani sobre vaias a Wellington

Deputado cita possibilidade de mudança de postura política, mas alerta que alianças podem impactar candidatura ao governo de Mato Grosso
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Considerado “bosonarista raiz”, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comentou as recentes vaias direcionadas ao senador Wellington Fagundes (PL), que é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso e tem enfrentado resistência até mesmo entre setores do eleitorado da direita. O senador, por exemplo, já foi chamado de “melancia”, verde por fora e vermelho por dentro. Isso devido a desconfianças de bolsonaristas nas eleições de 2022 pelo seu histórico de ligação com gestões petistas, tendo, inclusive, sido o coordenador da campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em Mato Grosso.

Ao analisar o cenário político, Cattani afirmou que os nomes colocados até o momento carregam históricos que, segundo ele, dificultam uma defesa mais enfática. Ainda assim, ponderou que trajetórias podem ser revistas, citando como exemplo o senador Magno Malta, que, segundo ele, mudou de posicionamento político ao longo do tempo.

“De todos esses candidatos que estão postos aí, nenhum tem um passado que a gente possa se orgulhar dele. Nós temos um passado de todos os pré-candidatos que estão ligados à esquerda. Então é muito difícil você falar do passado das pessoas”, declarou.

Para o parlamentar, mudanças de rumo são legítimas e podem ser vistas de forma positiva, desde que acompanhadas de alinhamento com determinadas pautas. Nesse contexto, ele avaliou que Wellington tem demonstrado proximidade com esse campo político no Senado.

“Mas nós temos um exemplo no nosso país que é o Magno Malta. Ele fez campanha para a Dilma no passado, rodou todo o Nordeste fazendo campanha para ela, mas depois viu o que era a desgraça da esquerda no nosso país e mudou de posição. Isso é uma coisa louvável. Todo mundo tem direito de mudar de rumo, de se arrepender e fazer a coisa certa. Se isso acontecer eu tenho certeza que nós podemos ter um candidato que represente isso. O senador Wellington tem feito isso no Senado, tem dado demonstração que está do nosso lado. Agora, nós temos rumores de um partido que sempre foi esquerda e que é esquerda em Mato Grosso até hoje que é o MDB”, disse.

Apesar disso, Cattani fez uma ressalva sobre possíveis articulações partidárias envolvendo o MDB, legenda que, em Mato Grosso, ele classifica como historicamente ligada à esquerda. O senador Wellington mantém relação próxima com a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que é pré-candidata ao Senado e também sua nora, fator que adiciona um componente político relevante às discussões sobre alianças.

“Se ele fizer esse movimento, a coisa se complica um pouco para a campanha dele, no meu entendimento”, afirmou o deputado.

No cenário nacional, sinais de diálogo entre o PL e o MDB também têm surgido. Durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o senador Flávio Bolsonaro (PL) destacou a proximidade entre os partidos ao lado do presidente do MDB, Baleia Rossi, indicando uma possível convergência política.

Sobre a possibilidade de influência nacional nas decisões regionais, Cattani afirmou que não acredita em interferência direta nas articulações em Mato Grosso.

“O Flávio não vai pedir. O Abilio falou que mesmo se o Bolsonaro pedisse ele não atenderia. No meu caso o Bolsonaro não pede, ele manda. Manda quem pode e obedece quem tem juízo. Mas o Flávio não vai fazer isso”, concluiu.

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