A Polícia Civil aponta que uma mulher conhecida como “Princesa do CV”, identificada como Amanda Kess Aguilhera Pereira, teve participação direta na morte da adolescente Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, em Cáceres.
Mesmo presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, a investigada teria determinado a execução da jovem, segundo apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
De acordo com as investigações, a vítima foi alvo da facção após realizar uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na qual criticava a qualidade de entorpecentes vendidos em pontos ligados ao grupo criminoso. A conduta foi interpretada pelos integrantes como afronta e possível ligação com organização rival.
Gabriela foi sequestrada, levada até um imóvel e submetida a agressões antes de ser morta. O corpo foi posteriormente abandonado em uma área do bairro Nova Era. Durante as diligências, policiais encontraram vestígios que indicam a prática de violência no local, como manchas de sangue e objetos queimados.
Dois homens foram presos e confessaram participação no crime, detalhando a dinâmica da execução e indicando outros envolvidos.
A morte da adolescente motivou a abertura de inquérito que revelou a atuação da líder da facção, que, mesmo custodiada, mantinha contato com integrantes e seguia dando ordens relacionadas ao tráfico e a execuções.
O caso também integra a Operação Coroa Quebrada, que cumpriu 21 ordens judiciais em cidades de Mato Grosso e identificou uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre seus membros.
Ao todo, pelo menos 28 pessoas são investigadas por envolvimento com o grupo, que atuava no tráfico de drogas, homicídios e outras atividades ilícitas.


















