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TJ nega recurso em liberdade e confirma júri popular de acusado pela morte de Renato Nery

O voto foi proferido pelo desembargador Gilberto Giraldelli e acompanhado pelos demais magistrados

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A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva do homem acusado de executar o assassinato do advogado Renato Nery, morto a tiros em 2024.

Por unanimidade, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como autor dos disparos que mataram o advogado Renato Nery, ex-presidente da OAB-MT. O voto foi proferido pelo desembargador Gilberto Giraldelli e acompanhado pelos demais magistrados.

O julgamento analisou recurso contra a decisão de pronúncia, que determinou o envio do réu a julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa solicitava a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, alegando que Alex possui residência fixa, atividade profissional e não teria participado do planejamento do crime, atuando apenas na execução.

Os argumentos foram rejeitados. Para o relator, a gravidade dos fatos e a forma como o crime foi praticado justificam a manutenção da prisão. O desembargador destacou que o homicídio ocorreu com divisão de tarefas, possível participação de outros envolvidos e motivação financeira, elementos que indicam maior periculosidade.

Na decisão, Giraldelli ressaltou que há indícios de organização prévia, incluindo contatos e pagamentos antes da execução, o que afasta a aplicação de medidas alternativas. Segundo ele, providências menos severas não seriam suficientes para garantir a ordem pública nem impedir a reiteração criminosa.

O colegiado também considerou o estágio do processo. Conforme a decisão, a pronúncia exige apenas prova da materialidade e indícios de autoria, requisitos já atendidos nos autos.

“A manutenção da prisão até o julgamento pelo Tribunal do Júri se mostra proporcional diante da gravidade concreta do delito e do contexto fático apurado”, afirmou o relator.

Com isso, a Câmara confirmou a prisão preventiva e manteve o envio do caso ao Tribunal do Júri.

Renato Nery foi baleado na manhã de 5 de julho de 2024, quando chegava ao próprio escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Ele chegou a ser socorrido e submetido a cirurgia, mas morreu na madrugada do dia seguinte.

As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime teve como motivação uma disputa de terras envolvendo a Fazenda Atlântida, localizada em Novo São Joaquim, a 439 quilômetros da Capital.

Segundo a apuração, os empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart são apontados como mandantes e permanecem presos. De acordo com a polícia, o policial militar Jackson Pereira Barbosa intermediou a contratação, repassando a execução ao também militar Heron Teixeira Pena Vieira, que confessou o crime e afirmou ter contratado Alex, seu caseiro, para realizar os disparos.

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