O presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios, Leonardo Bortolin, afirmou que as críticas sobre a formação da chapa do MDB para as eleições de 2026 são parte de uma tentativa de desgastar a deputada estadual Janaina Riva como presidente estadual do partido. A declaração foi dada em entrevista à rádio Cultura.
Segundo Bortolin, as manifestações de descontentamento têm como foco construir a narrativa de que Janaina não teria capacidade política para organizar a sigla no pleito. Ele declarou que esse movimento busca atingir diretamente a liderança da parlamentar dentro do MDB.
As críticas ganharam força depois de o presidente do MDB de Cuiabá, Francisco Faiad, declarar que os deputados federais Emanuelzinho e Juarez Costa estariam prestes a deixar o partido. Faiad atribuiu o suposto descontentamento à decisão de Janaina de conduzir o MDB para uma linha mais alinhada à direita conservadora. Ele afirmou que esse seria o motivo da possível saída de Emanuelzinho, enquanto Juarez teria convite do Republicanos e estaria avaliando qual chapa lhe traria melhores condições eleitorais.
Bortolin minimizou a especulação e disse que nenhum partido tem chapa fechada neste momento. Ele afirmou que as movimentações fazem parte do período pré-eleitoral e destacou que Juarez Costa é disputado por várias siglas devido ao potencial eleitoral que possui.
“Se eu pedir hoje para me apresentar uma chapa de deputado federal, tudo que vier é conversa de bêbado com delegado. Não existe chapa formada em partido nenhum. O Juarez está em quatro partidos ao mesmo tempo. Todo mundo quer ele. Quem não quer um cara de 100 mil votos dentro do partido?”, disse Bortolin.
O presidente da AMM também afirmou que o MDB negocia com lideranças de outros grupos que podem reforçar a chapa federal. Ele citou que duas dessas lideranças estão em partidos diferentes, têm bases opostas às de Janaina, mas conversam sobre eventual migração.
Além da formação da chapa federal, Bortolin destacou que a deputada conseguiu estruturar uma chapa completa para a disputa à Assembleia Legislativa. Ele afirmou que o MDB terá mais nomes do que na eleição passada, quando a sigla lançou 11 candidatos a deputado estadual e conquistou quatro vagas.
“Na eleição passada foram 11 candidatos, e o MDB garantiu quatro cadeiras. Este ano teremos chapa completa, com 25 nomes, todos com potencial de cinco a dez mil votos”, afirmou. Segundo Bortolin, o objetivo é assegurar que, mesmo no cenário mais adverso, o partido mantenha as quatro cadeiras que já ocupa.


















