O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (PSB), fez duras críticas a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump de aumentar as tarifas comerciais dos Estados Unidos contra o Brasil. Para Max, a medida é precipitada, sem base técnica e pode trazer sérios impactos à economia brasileira.
“Não entendi a cabeça do presidente americano. Acho que ele foi muito infeliz nessa decisão louca, digamos assim, porque os Estados Unidos vendem para o Brasil muito mais do que compram. A balança comercial é positiva em favor dos Estados Unidos então ele tomou a decisão sem critério técnico nenhum, da cabeça dele e esperamos que isso não seja efetivo”, disse o parlamentar.
Segundo Max, até o momento, não houve nenhum comunicado oficial do governo norte-americano, o que reforça a necessidade de cautela nas reações do Brasil.
“Esperamos que isso não seja efetivado, porque ontem eu até estava lendo alguma coisa, não chegou nada oficial, foi só uma postagem em rede social. Enfim, esperamos que a diplomacia atue, que exista o entendimento”, destacou.
O deputado defende que o Brasil adote uma postura firme frente à ameaça, mas sem perder de vista a via diplomática e o bom senso nas tratativas internacionais. Ele reforça que o país precisa se impor diante de ações unilaterais, mas sempre buscando proteger o trabalhador e o setor produtivo nacional.
“Não podemos baixar a cabeça. Os Estados Unidos não podem achar que mandam no Brasil, que a gente é uma colônia, longe disso. Pelo contrário, temos que nos impor, lógico, através do diálogo, da conversação, da negociação, para que não haja prejuízo ao nosso trabalhador, nem à geração de emprego e à venda dos nossos produtos”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar medidas de retaliação, como o uso da Lei da Reciprocidade, Russi ponderou que o momento exige responsabilidade e equilíbrio.
“Acho que nesse momento não deveríamos entrar na polarização. Estamos lidando com algo que precisa ser analisado com responsabilidade. Eu acredito que o encaminhamento deve priorizar o diálogo, tentar estabelecer um prazo, antes de qualquer medida mais drástica que possa impactar ainda mais as possibilidades de um acordo bom para o Brasil”, concluiu.



















