A intimidação sofrida por vereadoras e assessoras parlamentares de Cuiabá, relatada pelas vereadoras Samantha Irisa (PL) e Maysa Leão (Republicanos), levou a presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), a propor um encontro entre vereadores e líderes comunitários para promover diálogo e evitar conflitos. Embora não tenha sido pessoalmente alvo de ameaças, Calil defendeu a atuação de proximidade nos bairros e cobrou investigação dos casos, destacando que apenas mulheres relataram o problema.
Paula Calil confirmou as denúncias de Samantha Irisa e Maysa Leão, que acusaram supostos líderes comunitários de obstruir o trabalho parlamentar em visitas a bairros.
“A Samantha [Irisa] me contou, assim como assessoras que estavam fazendo visitas nos bairros. Comigo não aconteceu, mas há relatos e isso precisa ser investigado”, afirmou. Ela enfatizou a importância da presença dos vereadores nas comunidades. “Nós temos uma vereança que anda, que é atuante. Eu mesma tiro meu tempo para ir aos bairros, ouvir demandas e buscar melhorias. Cuiabá precisa disso”, declarou.
A presidente da Câmara observou que as queixas partiram exclusivamente de mulheres. “Só as vereadoras e assessoras, as mulheres, que vieram reclamar. Desde o primeiro momento, eu falei que precisa ser apurado”, destacou, apontando a ausência de relatos semelhantes entre vereadores homens.
Para prevenir novos incidentes, Paula propôs uma iniciativa conciliadora. “Precisamos trazer os líderes para cá, montar uma palestra, fazer essa interação. Já conversei com o secretário dos líderes comunitários para organizarmos esse diálogo”, revelou, sinalizando a intenção de promover um encontro no plenário da Câmara.
A investigação dos casos, que deve envolver órgãos competentes, será acompanhada pela Câmara, enquanto o encontro planejado busca reduzir tensões e fortalecer a relação com as comunidades.


















