O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avalia adiar o início do ano letivo devido às condições das unidades escolares da capital. Segundo o prefeito, a gestão anterior, de Emanuel Pinheiro (MDB), não realizou as manutenções necessárias, e as unidades não apresentam a segurança adequada para receber os alunos.
O início do ano letivo em Cuiabá está marcado para o dia 3 de fevereiro. De acordo com Abilio, seria necessário adiar o início por uma semana, até o dia 10. O prefeito afirma que está unindo esforços para concluir as manutenções o quanto antes.
“Há o risco de colocar as crianças dentro de uma sala de aula sem as devidas manutenções e sem a limpeza dos ambientes. Não é uma decisão ainda, é uma avaliação, a possibilidade de adiarmos o início das aulas para o dia 10. Não é algo que eu queira. Estamos fazendo todo o esforço possível para começar no dia 3, mas vamos entrar em contato com o Ministério Público Estadual, com o Conselho Municipal de Educação e buscar uma reunião emergencial com eles. Apresentaremos um relatório de como estão as escolas para verificar se é possível adiar por mais uma semana e garantir que as aulas comecem com segurança”, afirmou Abilio à imprensa nesta sexta-feira (31).
Abilio explicou que, após o término do ano letivo, no dia 12 de dezembro, as unidades começam a receber manutenção para ficarem preparadas para a chegada dos novos alunos no início do próximo ano.
Segundo o prefeito, essas manutenções, que deveriam ter sido iniciadas no final do ano passado, não ocorreram, ficando a cargo da nova gestão providenciar os reparos necessários nos telhados, banheiros e na parte elétrica.
“Nós recebemos da gestão passada as unidades sem os contratos e sem as manutenções necessárias realizadas, além da limpeza. Estamos correndo atrás para fazer as contratações especiais, mas precisamos seguir o rito processual. Ou seja, não podemos contratar uma empresa sem adesão à ata ou licitação”, explicou Abilio.
O prefeito afirmou ainda que realizará uma reunião emergencial com o Conselho Municipal de Educação e com o Ministério Público do Estado para avaliar quais medidas serão tomadas e se o adiamento será de fato necessário.
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