O juiz João Filho de Almeida Portela, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, revogou a prisão de Michael Richard da Silva Almeida, considerado o “braço forte” do faccionado Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT. A decisão foi proferida na última sexta-feira (7), e além de Michael, outros dois aliados, Emerson Ferreira Lima e Erisson Oliveira da Silveira, também tiveram suas prisões revogadas.
Os suspeitos foram presos durante a Operação Apito Final que revelou um esquema que movimentou R$ 65 milhões, envolvendo a aquisição de imóveis e veículos, além da criação de tempos de futebol amador e construção de um espaço esportivo, estratégias usadas para lavagem de capitais de valores do tráfico de drogas.
Apesar da revogação, o juiz impôs uma série de medidas cautelares, incluindo proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial, proibição de contato e transações bancárias com outros investigados, monitoramento eletrônico por um período de seis meses, com possibilidade de prorrogação.
O magistrado destacou que a prisão preventiva é uma medida extrema e que não havia mais justificativas para mantê-la, uma vez que os liberados declararam defesa por meio de advogado e os demais acusados em liberdade, exceto o suposto líder da organização, WT
Operação Apito Final
A Operação Apito Final, que durou quase dois anos, foi liderada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A investigação apurou informações e análises financeiras que comprovaram um esquema de lavagem de dinheiro conduzido por Paulo Witer, utilizando comparações e familiares como testamentos de ferro na aquisição de bens e movimentação de capital ilícito.
Deflagrada em 2 de abril, a operação teve como objetivo descapitalizar a organização criminosa e cumpriu 54 ordens judiciais, resultando na prisão de 20 alvos, incluindo WT, que foi identificado como o tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de drogas na região do Jardim Florianópolis .

















