O deputado estadual Faissal Calil, sem o aval do PSDB, optou por permanecer no Cidadania em vez de se transferir para o PL. Ele tinha o desejo de se juntar ao partido do ex-presidente Jair Bolsonaro para colaborar na coordenação da campanha de Abilio Brunini, deputado federal, à Prefeitura de Cuiabá.
Contudo, devido à falta de permissão do PSDB, que tem uma federação com o Cidadania, Faissal planeja uma participação mais discreta na campanha de Abílio, a fim de não contrariar as decisões da federação, que pretende lançar um candidato próprio em Cuiabá, liderado pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB).
Faissal declarou à imprensa: “Seja como membro do Cidadania ou apoiando o PL ou o PRTB, que é o partido aliado ao nosso pré-candidato Abílio, é de conhecimento geral que sou um parlamentar de direita e defenderei minhas convicções, e é por isso que apoio Abílio nas eleições de 2024”.
No ano anterior, Avallone, presidente do PSDB em Mato Grosso, e Faissal entraram em conflito quando o deputado do Cidadania anunciou sua participação na pré-campanha de Abílio. Para Avallone, não era correto que Faissal, eleito com o apoio da federação, decidisse “abandonar o navio” e se filiar a outro partido.
Faissal afirmou que respeitará as diretrizes do partido e permitirá que os suplentes da federação ocupem seu lugar na Assembleia Legislativa até 2026, quando haverá uma janela partidária que permitirá aos deputados estaduais e federais mudarem de partido sem o risco de perderem seus mandatos.
Ele questionou: “Não participarei das eleições de 2024, então por que causaria algum problema se posso concentrar minhas energias na própria campanha, em vez de gerar tumulto tentando deixar o partido?” Ele reiterou que, em 2026, sob circunstâncias diferentes, sua saída do Cidadania poderá ocorrer.


















