Por Esportes & Notícias
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, durante visita no Hospital São Benedito na manhã desta quinta-feira (08), desmentiu o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que alegou que durante o período de intervenção morreram mais pessoas na unidade hospitalar, do que durante a sua administração.
O conselheiro foi in loco fazer uma fiscalização e classificou como proveitosa a visita na unidade hospitalar, porque levará o TCE a compreender o que poderá fazer de flexibilização em relação ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“No nosso entender, a regulação hoje feita só pelo Estado, ela não está sendo perfeita, não está sendo de resultado que a gente quer na ponta para quem precisa da saúde. Então, há já uma possibilidade de nós devolvermos, porque foi o próprio TAC que fez com que a regulação fosse só do Estado. Então, nós entendemos que a regulação tem que voltar a ser também do município”, disse.
De acordo com um relatório apresentado pelo prefeito, entre março e dezembro de 2022, quando a Saúde estava sob gestão da Prefeitura de Cuiabá, foram registradas 105 mortes na unidade hospitalar. No entanto, o número subiu para 196 no mesmo período de 2023, sob o Gabinete de Intervenção, o que representa aumento de 86,6%.
“Essa questão das mortes, a informação ela não é exatamente naquele aspecto que foi colocada. Não morreram mais pessoas durante a intervenção do que morreram antes da intervenção. A informação ela está incorreta, é uma informação mal interpretada. Ocorre que o São Benedito, ele tinha um perfil antes da intervenção. Tinha um perfil antes, tinha uma desocupação de 40%, era um hospital vazio e mesmo assim morreram 100 pessoas nós temos que questionar por que morreram 100 pessoas num hospital praticamente vazio, desocupado, que tinha basicamente tratava basicamente de ortopedia, como que morre tanta gente antes da intervenção?”, questionou.
Já durante o período de intervenção, o conselheiro explicou que o hospital passou a ter o perfil cardiológico, com cirurgias, com atendimento e lotou. Por conta disso, o hospital mudou de perfil e lotou, ficou com todos os seus leitos ocupados com cirurgias e tratamento de alta complexidade. O presidente ainda disse que já solicitou um levantamento para realizar um comparativo entre antes da intervenção e durante o período que ficou sob tutela do Estado a saúde municipal.
“Vou fazer um quadro quero um levantamento completo dos 300 dias da intervenção pra ver o que aconteceu aqui no São Benedito, quantas pessoas morreram e os 300 dias antes da intervenção, o que aconteceu nos 300 dias antes da intervenção”, detalhou.
“Essa questão das mortes aqui, eu não sei quem jogou a informação podiam ter trazido os questionamentos para o tribunal de contas para o ministério público, agora, jogar na imprensa então, estou dizendo aqui o seguinte, nós vamos investigar as informações elas estão equivocadas, que morreram 180 aqui, isso é um absurdo, isso é um absurdo dizer, chamar profissional de nazista, dizer que isso aqui virou uma câmara de gás, não é verdade isso, isso é discurso político, é discurso de ataque político, partidário isso não é política de gestão”, acrescentou.

















