Um dos principais pontos turísticos entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães (50 km de Cuiabá), o Portão do Inferno, enfrenta um impasse ambiental que impede a realização de obras de recuperação e melhoria na região. Segundo o senador Wellington Fagundes (PL), o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Conservação (ICMBio) não liberou os projetos que receberiam R$ 18 milhões em emendas parlamentares.
O senador, em entrevista à imprensa, disse que o recurso está alocado para o Portão do Inferno, mas que o convênio teve que ser prorrogado para não ser perdido. Ele criticou a falta de sensibilidade do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama e do ICMBio para resolver um problema que é crucial.
O Portão do Inferno está localizado na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), a principal via que liga a Capital à Cidade Serrana. Na semana passada, a Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) proibiu o tráfego de veículos pesados no trecho, depois que um relatório técnico identificou pelo menos 10 pontos críticos nas encostas da margem da estrada.
O governador Mauro Mendes (União) também se manifestou sobre o caso, dizendo que vai enfrentar o ICMBio e que não aceita a “palhaçada” do meio ambiente de impedir a duplicação da rodovia. Ele chamou de hipocrisia o ambientalismo no Brasil.
Em nota, o ICMBio informou que recebeu dois documentos da Sinfra-MT na última quarta-feira (13), solicitando avaliação sobre intervenções emergenciais no Portão do Inferno, que teriam impactos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Esses foram os primeiros documentos que indicaram a urgência das obras, sem relação com outros empreendimentos, como viadutos, túnel, etc.
O ICMBio disse que respondeu à Sinfra-MT reafirmando que a secretaria estadual tem a competência legal para manter e garantir a segurança da MT-251, inclusive no trecho que passa pelo Parque. O Instituto disse que aguarda o projeto de intervenção da Sinfra-MT e que vai analisá-lo com alta prioridade. O Instituto também disse que está à disposição do Governo do Estado de Mato Grosso para orientar sobre as recomendações do Plano de Manejo da unidade de conservação.

















