O Juiz Fernando Ishikawa manteve a prisão do jornalista Juvenilson dos Santos Martins, o Mister Tripa, preso durante a operação Dissidência II pelas Forças de Segurança por envolvimento com facção criminosa. Ele é investigado por emprestar carro da imprensa para transportar drogas, em Peixoto de Azevedo (a 672 km de Cuiabá). O jornalista foi preso na quarta-feira (8) e passou por audiência de custódia.
O magistrado afirmou que a prisão se deu de forma regular, tendo a autoridade policial respeitado as normas legais e os direitos do preso, não havendo qualquer vício que a macule.
Segundo o delegado da Polícia Federal, Antônio Flavio Rocha Freire, o jornalista era considerado uma peça importante para o tráfico de drogas na região. Com o objetivo de despistar a fiscalização policial, Juvenilson utilizava o veículo da imprensa para fazer o transporte das substâncias ilícitas.
“Um dos alvos, investigados e presos, tinha uma participação importante para uma das facções criminosas, já que ele cedia um veículo da imprensa para transportar ilícitos e assim se furtar da fiscalização policial”, contou o delegado.
Antes de ser preso, o comunicador chegou a gravar um vídeo negando envolvimento com a facção criminosa. Ainda nos registros, Juvenilson afirmou ser vítima de uma perseguição política, após começar a apurar uma suposta participação da presidente da Câmara Municipal, a vereadora Rosângela de Matos Dias, no crime organizado.
“Não tenho envolvimento algum com o crime organizado. Não tenho contato com faccionado. Não faço parte de nenhuma quadrilha. Simplesmente tive contato com um ex-faccionado que estava disposto a fazer uma delação, entregar quem eu estava investigando, que é a presidente da Câmara de Peixoto de Azevedo”, disse o jornalista.

















