“Não adianta fazer tudo errado e cobrar o prefeito”, dispara Emanuel Pinheiro (MDB) contra a falta de consciência da população em seguir com aglomerações. Em entrevista na manhã desta segunda-feira (8), o político pontuou que não é gestor de 700 mil crianças e que todos têm que fazer sua parte no combate a pandemia de covid-19.
No tema específico, o prefeito respondia quanto a indicação de distanciamento social, mas a população depende de ônibus lotados para ir trabalhar. Para o prefeito, não há que se fazer quanto a lotação dos veículos, exceto o bom senso da comunidade.
Ele mencionou que há os ônibus ligeirinho, que sai do bairro Pedra 90 e segue até o centro sem parar nos pontos, mas “ninguém quer pegar”. Pontuou que o problema do transporte coletivo é algo que se arrasta há várias gestões e que irá continuar a existir. “Não dá para colocar um ônibus para cada passageiro. Teria que ter 200 mil ônibus na frota”.
Na visão do gestor, não tem como mudar essa realidade. Haverá melhorias em maio, mas mesmo assim não será suficiente. Ele lembra que no ano passado reduziu a frota para 30% e depois 50% e “quase mataram os motoristas”.
“Estamos tentando melhorar, mas se não tiver a conscientização da população, não vai ser diferente. Vão continuar me xingando, batendo em mim e eu vou continuar me justificando. Não tem como estar presente em todos os 360 ônibus fiscalizando”, relata.
Emanuel Pinheiro afirma que foi sugerido colocar no decreto que só poderia circular ônibus com passageiros sentados, mas isso não resolveria o problema. “Seria o caos. Não sou gestor de 700 mil crianças. Somos adultos responsáveis e tem que ser cobrada a responsabilidade de cada um. A minha é maior e não abro mão dela, mas não adianta fazer tudo errado e depois cobrar do prefeito”, assevera.
“Não prefeito na história de Cuiabá que apanhou como eu apanhei. Pode cobrar, mas se eu estiver certo, nada me tira do rumo”, afirmou.
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