O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, minimizou a possibilidade de o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) conquistar o apoio político da família Bolsonaro para a disputa estadual de 2026. Ao comentar a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Cuiabá, prevista para o próximo dia 20, Wellington afirmou que sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro foi construída ao longo dos anos e vai além de uma eventual aproximação eleitoral.
Ao falar sobre a estratégia de Pivetta de buscar respaldo do Partido Liberal durante a passagem de Flávio Bolsonaro por Mato Grosso, o senador respondeu que respeita a movimentação do adversário, mas sustentou que seu grupo possui uma ligação mais sólida com o bolsonarismo.
Em entrevista recente, Pivetta chegou a afirmar que possui a simpatia da família Bolsonaro.
“Olha, ele pode até ter simpatia. Nós temos o amor, nós temos o trabalho consolidado. Acima de tudo, estamos aqui defendendo o Bolsonaro, sofremos com o Bolsonaro, estamos juntos com o Bolsonaro. Por isso, o Flávio Bolsonaro… a gente até fala que não foi uma transferência de voto do Bolsonaro para ele, foi uma transfusão de voto”, declarou.
Na sequência, Wellington utilizou o desempenho de Flávio nas pesquisas de intenção de voto como exemplo da força política do sobrenome Bolsonaro, afirmando que o parlamentar ganhou competitividade nacional logo após ser apresentado como candidato pelo ex-presidente.
“Olha como o Flávio se apresentou como candidato. Foi apresentado pelo presidente Bolsonaro e, automaticamente, já passou o Lula na intenção de voto. Está disputando. Claro que não tem eleição fácil. Eu sempre falo que eleição só se ganha depois da apuração. Então, a gente não pode se acomodar, tem que trabalhar muito”, concluiu.

















