O senador Wellington Fagundes (PL-MT) concedeu uma entrevista na manhã desta quarta-feira (4) reforçando suas críticas às condições da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e detalhou as pautas que levará em uma visita autorizada ao antigo mandatário.
Fagundes confirmou que foi um dos articuladores do pedido de visita, já autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador afirmou ter se reunido com o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, para pleitear o que chamou de “prisão humanitária”.
“Pedindo a ele que converse com os pares, porque eu entendo que está faltando Deus no coração do julgador”, declarou Fagundes. “O presidente Bolsonaro não tem nenhuma acusação de corrupção do governo dele.”
O parlamentar comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve preso, afirmando que as regras seriam diferentes. “O presidente Lula foi preso, ele podia dar entrevista, podia receber quem ele quisesse. O presidente Bolsonaro tem que pedir autorização… É um absurdo. Nós não concordamos com isso”, disse.
Wellington Fagundes listou as principais bandeiras que defenderá no Congresso Nacional e que pretende discutir com o ex-presidente. A derrubada do Veto à Dosimetria, onde criticou a aplicação da dosimetria (cálculo da pena) nos crimes do dia 8 de janeiro, citando o caso de uma mulher que “usou apenas um batom como arma” e recebeu 12 anos de prisão. “Não dá”, afirmou.
A Defesa da Anistia, Reiterando a intenção de trabalhar por um projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, a prorrogação da CPMI do INSS, afirmando que uma meta para este ano é estender os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS.
CPMI do Banco Master, defendendo a abertura de uma CPMI para investigar o caso do Banco Master, classificando como “o maior escândalo do sistema financeiro da história do Brasil”. “Será que a sociedade vai aceitar que isso não seja investigado?”, questionou.
“Eu vou conversar tudo isso com o presidente Bolsonaro”, finalizou o senador, reafirmando o protagonismo que tem tido na articulação política em torno do ex-presidente.


















