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Wellington admite MDB em eventual palanque e deixa alianças para o tempo político

O parlamentar adotou tom cauteloso e disse que qualquer definição deverá ocorrer apenas nos próximos meses, no âmbito das instâncias partidárias

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O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que não descarta a presença do MDB em seu palanque em uma eventual candidatura ao governo de Mato Grosso nas eleições de outubro, indicando que o desenho das alianças ainda está em aberto. Em meio a divergências internas no PL sobre a possibilidade de composição com a sigla emedebista, o parlamentar adotou tom cauteloso e disse que qualquer definição deverá ocorrer apenas nos próximos meses, no âmbito das instâncias partidárias.

A declaração ganha relevo diante das críticas feitas por setores do PL, incluindo o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que têm rejeitado publicamente uma aproximação com o MDB, sob o argumento de que o partido integra a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ocupa posição de centro no espectro político.

O MDB em Mato Grosso é presidido pela deputada estadual Janaina Riva, pré-candidata ao Senado e nora de Wellington Fagundes, o que adiciona um componente familiar e político ao debate. Ao comentar o tema, o senador destacou que decisões sobre alianças não são individuais e precisam respeitar o calendário e os fóruns partidários. “A Janaina tem uma história de vida e, a cada dia, tem se consolidado. É uma grande candidata, mas não é o momento de discutir isso. A decisão será do partido ou dos partidos que estiverem coligados conosco”, afirmou, ao evitar antecipar cenários.

Wellington também observou que o MDB ainda discute, em nível nacional, sua posição nas eleições presidenciais, e que uma eventual decisão de não lançar candidato ao Planalto pode facilitar composições nos estados. “Me parece que a decisão do MDB é não lançar candidato a presidente da República. Isso facilita, porque o MDB está junto com o PL em vários estados”, disse.

Como exemplo, o senador citou o cenário de São Paulo, onde PL e MDB integram a mesma gestão municipal. “São Paulo é um estado importante. A Prefeitura de São Paulo tem o PL junto com o MDB”, afirmou, ao mencionar a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que tem como vice Ricardo Mello Araújo, filiado ao PL.

Ao final, Wellington reforçou que não há pressa para a definição das alianças e que o debate será travado no momento considerado adequado. “Isso nós vamos discutir mais para frente. Não precisa pressa para isso”, concluiu, sinalizando que os rumos da disputa estadual ainda estão em construção.

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